O que é o vírus zika?
É um vírus da família dos flavivirus, a mesma da dengue e da febre amarela. Foi isolado pela primeira vez em 1947 em primatas de Uganda, na floresta Zika. Por esse motivo tem essa denominação.

Como é transmitido?
Nas cidades, principalmente por meio do Aedes aegypti, que também transmite a dengue e a chikungunya.

Quais os sintomas?
Mais de 80% dos casos são assintomáticos, mas alguns dos sintomas que podem aparecer são febre e vermelhidão (veja infográfico), que geralmente desaparecem depois de 3 a 7 dias.

O vírus zika também pode causar outros sintomas mais graves?
Em adultos, é possível que o zika cause a síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica rara e paralisante. Há relato de casos após o contato com o vírus, mas a relação ainda não foi comprovada.

O Aedes pode transmitir mais de um tipo de vírus na mesma picada?
Em tese sim, mas isso ainda não foi observado. Por outro lado, já houve o relato de uma coinfecção em um paciente de zika com dengue.

Devo evitar viajar a lugares onde o zika circula?
Por ora, entidades como OMS (Organização Mundial da Saúde), OMT (Organização Mundial do Turismo) e o Ministério da Saúde brasileiro não fizeram alertas para que se não viaje a lugares com presença do vírus. Mas todas recomendam uso de repelentes, roupas que protegem o corpo e preservativos (há suspeita de transmissão sexual da doença), além da ventilação de ambientes e instalação de telas e mosquiteiros. Nos EUA, o CDC (agência de saúde local) recomendou a grávidas adiarem suas viagens.

Quais são as regiões com mais casos da doença?
Hoje, o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, está presente no mundo inteiro, embora haja uma maior ocorrência de zika nas Américas Central e do Sul (destaque para a Colômbia e Brasil, especialmente na região Nordeste. O mosquito costuma transitar mais em ambientes urbanos, onde há grande quantidade de pessoas e uma série de criadouros -em regiões afastadas, o risco é menor.

Deve-se evitar gravidez neste momento?
O secretário de Saúde de SP diz que não, já alguns especialistas afirmam que sim. O Ministério da Saúde diz que a gravidez deve ser acompanhada desde cedo.