mamografiaO câncer de mama, possivelmente, é a neoplasia mais temida pelas mulheres, uma vez que a sua ocorrência causa grande impacto psicológico, funcional e social.

A incidência de câncer de mama estimada pelo INCA, Instituto Nacional do Câncer, para 2016, é de 57.960 novos casos.
O componente hereditário corresponde somente a 3% a 9% dos casos na população em geral, chegando a 29% nas mulheres antes dos 35 anos.
As causas dos diversos tipos de canceres não são bem conhecidas, e são multifatoriais, incluindo no câncer de mama, a idade da primeira menstruação, a idade da menopausa, a idade da primeira gestação, a história familiar de parentes de primeiro grau acometidos pelo câncer de mama e de ovário(mãe, irmã), a idade da paciente, a raça, a obesidade e o sedentarismo entre outros.
Talvez no Rio Grande do sul e na região Sudeste a incidência de câncer de mama seja semelhante a dos países desenvolvidos devido a características populacionais semelhantes, como obesidade da população e sedentarismo, que aumentaria o risco em até 40%.
Embora a incidência do câncer de mama em países desenvolvidos seja maior, sua mortalidade é menor devido à melhor eficiência tanto no rastreamento quanto no tratamento;
Então para prevenir o câncer de mama:
A mulher deve conhecer sua mama, fazer a  autopalpação, olhar-se no espelho e identificar possíveis alterações como:
-Nódulo duro, particularmente, o que não dói (geralmente o câncer não dói);
-Alterações na pele( em casca de laranja, elevações..);
-O mamilo invertido que não tinha antes;
-Coceira e crostas no mamilo e aréola.
Realizar a Mamografia, que é um método de rastreamento (detecta o câncer em uma população que não tem sintomas) preconizada a partir dos 40 anos, anualmente, pelas sociedades médicas, devido aos benefícios trazidos de detecção precoce do câncer na nossa população que tem incidência de câncer alta.
O INCA indica de dois em dois anos a partir dos 50 anos, o que discorda das sociedades médicas devido ao número de casos aqui no Brasil;
A mamografia também pode ser pedida pelo médico em qualquer idade quando se tratar de mamografia diagnóstico (quando há suspeita de câncer de mama, particularmente nas paciente que tem alto risco);
Em mulheres com mama densa, deve ser complementado o exame com ultrassonografia mamária, pois eleva o número de detecção de tumores;
A mamografia não oferece risco em relação a exposição a radiação de forma significativa pois a radiação é muito baixa;
Também não provoca câncer de tireoide, porque a radiação emitida pelo ambiente é bem maior do que a emitida na hora do exame.
Então:
Mudar hábitos de vida e realizar os exames de rotina, fazem parte da prevenção eficaz!